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sábado, 4 de maio de 2013

Anísio Ruas – uma só verdade, um só livro, uma só música e um só site


Esse texto é só uma vacina. Um “tiro de alerta” para que esse momento importante da cultura de Vilhena não sofra revezes por conta da falta de sabedoria de seu presidente.

Fiquei profundamente ofendido com uma declaração do presidente da Fundação Cultural de Vilhena (FCV), Anísio Ruas, dita para mim e minha equipe, ontem, no Bangalô. Discutimos e ele, em nenhum momento, se importou com seu erro, não reavaliou e muito menos tentou se retratar. Não quero, neste texto, falar bem ou mal da FCV e suas atividades. Fique claro que o objetivo é expor uma situação vexatória e injusta sofrida por este jornalista e sua equipe. Não cabe uma nota oficial da FCV explicando a presepada. O “fotógrafo” Anísio Ruas que responda por si.

O fato:
Reuni a equipe da Comunicare na sexta, 04/05, para prestigiarmos a Noite da Seresta – um evento da Fundação Cultural de Vilhena. Estávamos em nove pessoas, chegamos cedo, as 08h30, para escolhermos um bom lugar. Cerca de 10 minutos depois chegou o “fotógrafo” Anísio Ruas (que não é fotógrafo, mas o presidente da Fundação Cultural de Vilhena) e fez questão de dizer que estava fotografando para um determinado site da cidade.
Percebi a provocação e perguntei o porquê desse trabalho exclusivo. Ele respondeu que “apenas o ‘determinado site’ divulgava”. Tentei argumentar, mas ele parecia furioso com a imprensa ou incomodado com a nossa presença no recinto e insistiu no seu argumento.
Depois da discussão, o cerimonial do evento passou a agradecer toda a imprensa pelo apoio. Nossa equipe esperou a apresentação de Jovino Lobaz e Ana Claudia, com uma música inédita, “Jogo”, de autoria de Jovino, e fomos embora. Anísio continuou a fotografar, apesar da presença de fotógrafos de verdade e jornalistas no recindo (só não havia representantes do site de Anísio).

10 Verdades:
1 - Desde o início da história desta empresa, há 15 anos, nunca cobramos sequer um centavo para divulgar a cultura ou a arte em Vilhena e somos quem mais divulga;
2 - Todas as semanas, publicamos atividades da FCV nos veículos da empresa. Em todas as edições do quinzenário impresso Alô Estudantil publicamos matéria sobre cultura ou arte em Vilhena. Jamais cobramos;
3 – Estávamos no evento para prestigiar, aplaudir e rever nossos amigos da cultura (temos muitos, graças a Deus). Não havia razão para sermos ofendidos.
4 – Presidente de uma entidade tão importante não tem que ficar trabalhando de fotógrafo para nenhum veículo, mesmo porque havia fotógrafo de sobra no local;
5 – Anísio Ruas provou que acessa apenas um site e não lê nenhum outro veículo de Vilhena;
6 – O site que Anísio diz prestar serviço de fotógrafo é o mesmo que atacou nossa empresa e ofendeu a honra de nossos membros durante a campanha eleitoral do ano passado.
7 – O site que Anísio diz prestar serviço de fotógrafo não publica nada “de Graça”. Todos sabem disso. Com certeza, em algum momento, isso custará muito caro à FCV;
8 – A FCV está indo muito bem, graças a Deus, aos agentes culturais que estão motivados, e ao orçamento do município. Nada tem a ver com o presidente. Disso também todos sabem;
9 – Quanto ganha o presidente da FCV? Um dos melhores salários da prefeitura... para ser fotógrafo exclusivo de algum site?;
10 – Temos que temer um homem de “um só livro”. Devemos temer ainda mais um homem de um só site, uma só verdade, uma só música.

Esse texto é só uma vacina. Um “tiro de alerta” para que esse momento importante da cultura de Vilhena não sofra revezes por conta da falta de sabedoria de seu presidente. Uma declaração insana, carregada de sentimento negativo e pobre de informação, vinda do presidente de uma entidade, pode causar a sua ruína. Continuaremos a publicar os eventos da FCV em respeito aos nossos amigos da cultura, mas deixo registrado aqui a minha indignação.

Anatomia política- abril de 2013



No dia 13/04, sábado, o Partido Social Democrata (PSD) de Rondônia estará reunido na cidade de Ouro Preto do Oeste. É confirmadíssima a presença do presidente nacional da sigla, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O partido tem dois pré-candidatos ao governo de RO – o presidente da Assembleia, Hermínio Coelho e o prefeito de Outro Preto, Alex Testoni.
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E por falar em Hermínio Coelho, sua passagem por Vilhena, na semana passada, assustou os eleitores. Foram tantas acusações a outros políticos que até agora a população ainda não entendeu. O que mais se ouviu nos bastidores foi o questionamento: “Se ele, que é deputado, presidente da casa, afirma com tanta convicção que há corrupção, porque não formaliza denúncia e não aciona o Ministério Público?”. Com a palavra o nobre deputado.
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Muitos leitores poderão achar estranha a pesquisa publicada nessa edição, que coloca Ivo Cassol com baixo índice na avaliação de seu mandato no Senado. Ocorre que a Revista Enquete ouviu somente pessoas que acompanham a política – jornalistas, empresários, funcionários públicos e profissionais liberais. Na avaliação destes, Cassol está fazendo um mandato medíocre. Se fosse avaliado pelo povão, talvez o resultado fosse outro.
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Outra pesquisa divulgada nesta edição é sobre a política no Conesul de Rondônia. Por lá, apesar do momento desfavorável, o Deputado Natan Donadon ainda sustenta o nome da família. Graças ao seu bom desempenho no Congresso Nacional, 35% dos eleitores disseram que votariam em alguém da família para deputado federal na próxima eleição.
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Outro político, ou melhor, política, que se destacou na pesquisa foi a 1ª dama de Vilhena, Lisângela Rover. Ela obteve um índice de 22% para Deputado Federal. Isso porque é bem pouco conhecida fora de Vilhena. Outro ponto positivo é que a maioria de seus simpatizantes é mulher. Prova que ela tem brilho próprio.
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Em Vilhena a disputa pelo PSDB coloca o ex-senador Chico Sartori contra o ruralista Evandro Padovani. Estranho é que um dos maiores partidos do Brasil jamais elegeu representantes em Vilhena. Nas mãos de Sartori, o partido só dará certo se ele aprender tudo novamente. Começar do zero. Sugiro a ele o livro “Cartas a um jovem político” de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), editora Alegro. É um bom recomeço. Falo sério!
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O contrato milionário da empresa de Expedito Junior com o Governo de Rondônia começa a gerar bichucho. O deputado Hermínio Coelho só não chamou expedito de Santo. Disse que é melhor deixar roubar as escolas do Estado do que pagar R$ 57 milhões por ano a Expedito.
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Parece que Acir Gurgacz vai mesmo brigar pela própria cadeira no Senado. A ideia de disputar o governo com o Confúcio foi abortada. Sabia decisão do PDTista. Ele já começou a mobilizar seus aliados em todo o Estado e prepará-los para a batalha. Mas, por enquanto, ele só poderá treinar seus soldados, afiar as espadas e esperar os adversários se manifestarem para poder medi-los.
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Quem serão os adversários de Acir? Capixaba vai ao Senado ou se garante na câmara? Expedito poderá ser candidato ou a “ficha Limpa” o degola? O PT tem nome para o Senado? Todas essas questões tem que ser respondidas para poder avaliar com segurança as reais chances de reeleição de Gurgacz.
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E por falar em PT, conversei com Padre Ton no facebook. Ele postou, no mês passado, uma capciosa frase: “Confúcio diz que vai à reeleição”. Simples assim. Ele mesmo não se manifestou, até que eu o incitei. Ele foi esquivo, dizendo que “era um direito legitimo de Confúcio se recandidatar”. Mas, deixou nas entrelinhas que o PT terá candidatura própria e que poderá ser ele. 
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Um boato que corre nos bastidores da política de Cacoal virou piada. Dizem que a prefeitura não tem primeira dama, mas tem três damas que mandam no prefeito Padre Franco e em toda a administração. Ninguém faz nada sem o aval das três mulheres. Nem mesmo o Padre Franco. Será?
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Um político que está conquistando espaço com muita segurança é o Deputado Lebrão, de São Francisco. Ele é muito respeitado pelos seus colegas na Assembleia Legislativa (ALE) pela seriedade com que conduz seu trabalho, e transita bem na maioria dos municípios de Rondônia. Dependendo das configurações, ele poderá ser candidato a Deputado Federal. Pelo menos 12 prefeitos já manifestaram apoio a ele.
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O Governador Confúcio Moura está no fecebook. Ele mesmo publica seus pensamentos e ponderações. Pode parecer estranho ele deixar que o critiquem nos comentários, mas o fato é que ninguém fica indiferente a ele. Um dos maiores estadistas que o mundo conheceu foi Roosevelt. Muitas vezes foi subestimado por seu estilo tranquilo, gostava de ouvir as pessoas, ponderado. Mas suas decisões acertadas mudou o rumo dos EUA. Que Confúcio Moura é um estadista ninguém duvida.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Anatomia política – 20 de Fevereiro/2013



Dejanir Haverroth*

Edição especial sobre VILHENA/RO

Na coluna de hoje vou falar sobre Vilhena no contexto político “eleições 2014”. Alguns fatos e outros boatos dos últimos dias em Vilhena promete levedar a massa. Já é possível prever alguma coisa.
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Fato - Hoje foi a eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Vilhena para o biênio 2015/2016. A oposição ao prefeito José Rover, liderada pelo vereador e advogado Junior Donadon, venceu com 60% dos votos. Vejamos algumas conclusões que poderão ser tiradas com o resultado.
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Líder - A primeiro coisa que vele observar é a habilidade do vereador Carmozino Taxista como político e seu prestígio com os colegas da casa. Foi manobra dele a eleição de Vanderlei Graebin para o primeiro biênio (2013/2014), e agora a eleição de Junior Donadon para o segundo biênio (2015/2016).
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Candidato - Outra conclusão que se pode tirar dessa eleição na câmara, é que Junior Donadon não será o candidato a deputado estadual da família Donadon no ano que vem. Certamente a família vai apoiar a candidatura do Secretario da SER/Conesul, Josué Donadon, Irmão de Melki, Natan e Marcos.
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Oposição - Com certeza Junior vai se preparar para concorrer á prefeitura de Vilhena, em 2016. Mas é um longo caminho, cheio de pedras de tropeços. Nos primeiros dois anos ele fará oposição a Zé Rover, mas de forma quase velada, com alguns rompantes, apenas para ficar na mídia.
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Pedreira - No segundo biênio, quando assumir a presidência da casa de leis, a configuração muda. Junior vai apontar todas as cataputas, lanças e flechas para a prefeitura. Porém, ele também terá telhado de vidro.
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Boato – As especulações sobre a candidatura de José Rover ao Senado no ano que vem ganhou as manchetes em Rondônia. Trata-se de um balão de ensaio. A possibilidade de essa informação ser verdadeira é remota, mas não impossível. Vejamos em quais contextos isso pode ou não acontecer:
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Vaga - Comecemos a avaliar pela única vaga ao Senado em 2014 e os partidos políticos. José Rover é do PP, de Ivo Cassol, que é senador e terá mais quatro anos de mandato sem precisar concorrer. O concorrente natural da vaga é o Senador Acir Gurgacz, do PDT, fortíssimo candidato à reeleição, amigo de José Rover, mas adversário histórico de Cassol.
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Acir - O Prefeito José Rover certamente não deixará dois anos de mandato na prefeitura de Vilhena para disputar com Acir Gurgacz uma vaga ao Senado. A possibilidade de Rover concorrer existe, mas isso se Acir não for candidato ao senado, e sim ao governo, e o apoiar ao senado.
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Manobra - Caso Acir Gurgacz se lance ao governo em 2014, terá que romper com o atual governo, onde a família Gurgacz goza das regalias de vice-governador e do DETRAN. É uma manobra arriscada, onde só um grupo teria certeza do despojo - o PP, de Cassol, oposição ferrenha ao atual governador.
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Estratégia - Caso essa manobra aconteça, a máxima “dividir para conquistar” estaria sendo muito bem usada pelo PP de Cassol. Com a candidatura de Gurgacz ao Governo, enfraqueceria o PMDB para as próximas eleições e ainda abriria uma vaga ao Senado. Nesse caso, o PP lutaria por essa vaga.
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Federal - Uma coisa é quase certa: Lisângela Rover deverá ser candidata a deputada federal em 2014. Segundo as analises quantitativas e qualitativas do quadro político do Conesul, caso Natan Donadon não possa se candidatar, Lisângela é a maior possibilidade de eleição de um representante da região no Congresso Nacional.

Dejanir Haverroth – Jornalista e pesquisador
 (69) 9975-8514

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O "herança"



Até hoje carrego comigo um velho cobertor de lã, xadrez avermelhado, que me serviu de pelego nas noites de minhas andanças em Rondônia. Foi presente de meu pai, ganho dois dias antes de eu embarcar para Rondônia, há 25 anos. Hoje, dia 14/02, 25 anos e 10 dias de minha partida do pago, meu velho pai se foi.
O cobertor, que tanto me serviu, ganhou o carinhoso apelido de “herança” desde o seu primeiro dia comigo. Não com desdém e nenhuma relação aos parcos bens que o velho tinha. Mas pela importância daquele apetrecho para um gaudério.
Nos quatro meses em que fui andarilho em Rondônia, o cobertor me aquecia nas noites frias dos postos de gasolina e nas árvores dos canteiros da cidade, onde eu me escondia. Mais que aquecer o frio, o cobertor aquecia minha alma nos momentos de carência.
O cobertor apelidado “Herança” não foi a única coisa que ganhei de meu pai e que me serviu nos momentos mais difíceis da vida. A genética é muito mais poderosa que supúnhamos. O nosso maior traço de igualdade está na coragem, no arrojo, na franqueza, no caráter e na lealdade.
Nossas diferenças só eram vistas por nós mesmo, em momentos raros de discórdias. Ele organizado, sequenciado. Eu randômico, atirado. Ele conservador. Eu liberal. Mas tudo isso é normal pela diferença de idade.

Como homenagem póstuma ao meu pai, Lucas Haveroth, deixo um trecho de um poema de Moacyr Ayres.

Eu hoje perdi meu pai,
aquele que não tem mais
o seu pra dar um abraço,
que faça assim como eu faço
neste gesto reverente...
tire a rolha no dente
e ponha o primeiro trago
num recanto do galpão
esporeando o coração
com este modesto presente
que repontei do meu pago!...

E quando eu for no reponte
do nosso “Pai Soberano”
quero ter um filho amigo
pensando em mim neste dia,
lembrando este verso que deixo
ao modo próprio que digo;
pausado e com muita calma,
pondo uma guampa no queixo
de “água benta” pura e fria
esporeando o coração
e se um trago cai no chão
ali estará minh’alma!