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domingo, 19 de abril de 2015

Seminário do IHPEC em Acrelândia foi Sucesso

Roseli Molon - Assessoria

No ultimo sábado, dia 18, aconteceu o I Seminário de Comunicação e Política promovida pelo Partido Democratas (DEM) em Acrelândia. Estiveram presentes o Deputado Estadual Nelson Sales (PV), vereadores locais e de Sena Madureira e quatro postulantes à Prefeitura de Acrelândia para as eleições de 2016.


O seminário foi ministrado pelo palestrante Dejanir Haverroth, jornalista com especialização em Ciências Políticas, Trainer Internacional em PNL e Coach Político. Foram oito horas de preleção sobre comportamento humano, inteligência emocional, comunicação interpessoal, relacionamento estratégico, estratégia de comunicação e política.
Para Wellerson Prata e o Vereador Ariston Jardim, organizadores do evento, o conhecimento veio em boa ocasião. “Estamos buscando melhorar a política, com mais ética, responsabilidade e respeito com os eleitores.” Disse Ariston Jardim.






sábado, 4 de abril de 2015

Por que a oposição vai fracassar diante do PT?

Charge vampirada do www.chargeonline.com.br
Dejanir Haverroth

O auge da batalha já passou. A oposição jogou todas as cartas para derrubar a presidente Dilma e o PT do poder. Agora terá de assistir de camarote o Partido dos Trabalhadores se levantar. Esse partido é como uma arvore de raízes profundas e insistentes. Não se pode extermina-la apenas cortando seus galhos. Por mais que cortem até o tronco, as raízes profundas a faz brotar e se refazer rapidamente.
Estão tentando aplicar veneno sistêmico, que penetram até as raízes, mas não deu certo porque está abalando todo o “ecossistema” político, mas o PT continua forte. O que esta acontecendo no Brasil é uma guerra entre a situação e a oposição. Eu disse GUERRA! Sim, isso mesmo. A diferença em entre uma guerra convencional é a ausência de armas, mas as táticas e os princípios são os mesmos.
Os sinais de fracasso da oposição já são evidentes e as baixas de capitães começam a aparecer. A questão é: por que a oposição vai fracassar? Vou comentar minha teoria em um breve texto, sem entrar em detalhes, mesmo que pareça ingênua e superficial.  

>>> A oposição está desesperada e tenta mais uma investida para derrubar Dilma – o manifesto do dia 12/04. Se fracassar, o que é bem provável, certamente vai cair no descredito e perder o restante de seus capitães. A oposição não tem cacife para bancar uma frente de batalha por tanto tempo. Principalmente porque custa caro manter comandantes mercenários. Dilma e o PT têm o apoio popular e isso os garante no poder por esses quatro anos de mandato e os credencia para disputar outro oito anos. O que não será nada difícil. “quem viver verá”.

>>>Para organizar a oposição, é preciso atender os interesses dos “capitães” dos grupos organizados. Alguns soldados podem até ir para a rua de maneira voluntária, por acreditar em mudança. Mas quem os comanda só vai por dinheiro. Nenhum dos “capitães” está lá “de graça”. Já os comandantes do PT vão por acreditarem na causa - vão por paixão.

>>> É muito desmotivador lutar por uma causa que não se acredita, movido apenas pela razão econômica. Veja esse exemplo de baixa, sofrida pela oposição: “A líder do grupo (vem pra rua), Débora Albuquerque, foi duramente criticada ontem (01/04) após gravar um vídeo dirigindo e sem cinto de segurança. Logo após esse episodio voltou às redes sociais para dizer que estava difícil aguentar a pressão e que ‘o PT era muito unido’”.

>>> O exército da oposição não é homogêneo. Ele tem interesses diversos e é composto de grupos com ideologias diferentes. Com muito esforço tentam regimentar soldados e até conseguem alguns, mas seus comandantes precisam ser bem pagos, senão desistem fácil. Seus líderes são meros mercenários sem causa, que buscam o despojo. A ideologia é fraca, como uma árvore de raízes superficiais – não têm resistência.  A fragilidade da ideologia requer um reforço no orçamento. Sem o apoio necessário para as frentes de batalha, não conseguirão êxito.

>>> “Ninguém vai à guerra a suas próprias custas” (bíblico). O PT vai. Os soldados do PT vão á batalha sem precisarem ser chamados. Cada petista assume o papel de sargento ou capitão e vai á luta. Ele sabe que, se olhar para o lado e ver outro soldado com a mesma “farda”, tratam-se de um companheiros e comungam do mesmo ideal. Existe homogeneidade. Existe ideal.

>>> Os opositores do poder querem o apoio popular, mas não conseguem o suficiente para conquistar vitória. Isso porque eles não estão do lado do povo. São contra o “Mais Médicos”, contra o “Bolsa Família”, contra “Cotas Raciais”, contra a “Lei da Homofobia”, a favor da “Redução da menoridade penal”, etc. Essa é outra lição de “O Príncipe”. Ou você agrada os poderosos ou o povo. Os ricos querem ter poder para oprimir, e o povo só não quer ser oprimido. Como a oposição vai ganhar apoio popular empunhando o pavilhão dos poderosos?

>>> Outro erro é cercar uma “cidade murada”. O PT hoje, no poder, é como uma cidade murada. Qualquer exército que queira vence-la, mesmo conseguindo sitiá-la, terá problema de custos, baixas, tempo e, principalmente a falta de motivação da tropa. A “moral” fica abalada diante dos resultados ruins.

>>> Por outro lado, a Dilma agiu corretamente. “Todos o mal que for fazer, faça de uma vez. De preferencia no inicio de um mandato”. Ela fez as mudanças necessárias com os impostos, investigações, prisões de “peixe graúdo”, aumentou a gasolina, etc. Depois desse período turbulento, terá muito tempo para corrigir as coisas e reconquistar a credibilidade. O PT tem quatro anos para mudar a opinião pública a seu favor e reeleger o sucessor de Dilma. 

>>> A oposição, ingenuamente acreditou que conseguiria o impeachment de Dilma. Mas não vai conseguir. Só vai fazer com que Dilma se fortaleça ainda mais. Quando acabar essa onda de ataques da oposição, o PT vai estar mais fortalecido do que nunca.

>>> Veja o que disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP): "Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma". Essa afirmação de um dos líderes da oposição é, na verdade, um grande erro para as regras da batalha. Ele foi prepotente. Nenhum líder fica “sangrando” por muito tempo. Um líder ferido recua, se fortalece e retorna para a batalha mais forte ainda. “Numa batalha, se deve ferir e deixar sangrar os soldados inimigos, mas nunca um líder. O líder deve ser exterminado” (regra d e guerra).

>>> Mais uma de Machiavel: “Não se pode simplesmente pedir a cabeça do príncipe sem que haja outro líder “melhor” para apresentar”. A maior verdade é que a oposição não tem um líder forte, carismático e com moral para enfrentar o PT. “Se os ricos querem eleger um “príncipe” que os represente, precisa criar um que ganhe a confiança do povo”. A oposição não tem esse nome.

sábado, 28 de março de 2015

Anatomia Política – Começam articulações para 2016/Rondônia

Dejanir Haverroth*

As articulações para 2016 começaram em outubro do ano passado, logo após as eleições estaduais. Mas as configurações mudam a cada episódio, como em um novo embaralhar das cartas. O eleitor, infelizmente, ainda é passivo como um expectador de teatro – só entende a peça quando se abrem as cortinas. Meu papel aqui é abrir as cortinas antes da peça começar.

O pior período para qualquer prefeito é o final do segundo ano do primeiro mandato. Quem sobreviveu até aqui tem chance de recuperar o prestígio e pensar em reeleição. Mas alguns prefeitos não conseguirão, apesar da boa vontade e honestidade. !7 prefeitos dos 52 de Rondônia fecham o segundo mandato e não podem concorrer à reeleição. Dos 35 que que disputarão o segundo mandato, apenas 21 deles demonstram reais chances de se reeleger. Os demais, ou mudam a estratégia ou terão de contar com muita sorte.

Conesul
>>> Na região do Conesul, vamos começar por Cerejeiras. A cidade está cheia de buracos por consequência das obras infraestrutura, mas a população acredita no prefeito, Airton Gomes (PP), que deverá concorrer à reeleição. Na área rural ele é imbatível. A oposição se articula em blocos desassociados (rachada). De um lado o ex-prefeito Kleber, de outro o ex-deputado Ezequiel Neiva, ambos do PMDB.
>>>Kleber tem problemas na justiça e pode ser impedido de concorrer. Se isso acontecer a oposição deve se juntar a Ezequiel.  Pedrinho do Taxi está fora do páreo. Se as coisas continuarem como se desenham, Airton será mesmo um páreo duro para a oposição. Basta ele concluir as obras iniciadas e se garante mais quatro anos na administração. 

>>> Em Colorado o prefeito Josemar Beato vai à reeleição e, ao contrário da eleição passada, seu grupo terá oposição. O PMDB se preparar para disputar, mas o nome ainda não foi definido. Vai ter que “nascer” um nome politicamente viável dentro do partido, que agora tem uma deputada atuante e o grupo dos Donadon’s vem com mais força. O PT também poderá lançar candidatura.    

>>> Em Vilhena a situação pré-2016 é muito mais complexa. O grupo do Rover é o mais fortalecido e tem um bom nome. Quem subestimar Gustavo Valmorbida pode quebrar a cara. Gustavo tem carisma e é o homem forte da prefeitura há seis anos. O povo gosta de líderes fortes. A oposição está desarticulada. O Melki Donadon (PTB) não pode ser candidato e deve se lançar em mais uma missão suicida – com ele ou outro nome da família (e não será o vereador Junior, seu primo).
>>>Junior Donadon (PMDB) ainda não tem grupo, mas poderá se articular até o ano que vem. Porém, se a família Donadon entrar na disputa dividida, não terá chance. Outro grupo é do Luizinho Goebel (PV). É pouco provável que Goebel se lance à prefeito. Não vi nenhuma movimentação dele neste sentido.

>>> Em Rolim de Moura está tudo indefinido. Pelo que se pode observar, o atual prefeito não será mais candidato. Está decepcionado com jogo do poder. Existem cinco grupos se articulando para a disputa, mas nenhum se destaca até o momento. O vice-prefeito, Luizão do Trento (PSDB), deve ser candidato natural do grupo, caso Cesar desista. Outro nome, o atual presidente da câmara, Juninho (PSD) também é cogitado nos bastidores da política de Rolim de Moura.  

>>> Ariquemes – A administração de Ariquemes está mal das pernas. Lourival Amorim passa por uma grave crise de popularidade em sua administração. Outros dois grupos começam a crescer e ameaçam a reeleição de Amorim – o PMDB, com o jornalista Ricardo Scwantz, e o DEM, com o deputado Adelino Follador.

>>> Ji-Paraná – O prefeito Jesualdo Pires está fazendo uma boa administração, e não tem concorrente a altura para o próximo pleito. Sua hegemonia só será ameaçada se ele demonstrar, com antecedência, seu interesse em uma candidatura ao governo, em 2018. Aí o grupo do Gurgacz entra em cena e pode lançar Marcos Rogério (PDT) à Prefeitura.

>>> Apoios: É cedo para medirmos o peso que cada grupo ou partido terá para eleger seus prefeitos. O Brasil passa por uma crise de confiança na política e nas instituições e ainda não sabemos quando e como isso vai acabar. O único grupo de Rondônia cuja credibilidade ainda não foi abalada nesses dias é o do Senador Acir Gurgacz (PDT). 

Na próxima coluna falaremos de outros municípios - Jaru, Porto Velho, Machadinho, Buritis, Cacoal, Guajará-Mirim, São Francisco e Costa Marques.


Dejanir Luiz Haverroth - Bacharel em Comunicação Social, especialista em Ciências Políticas, especialista em Assessoria de Comunicação, Trainer Internacional em PNL, Praticante de Coaching Quântico Sistêmico e COACH Político – Certificados reconhecidos por três entidades internacionais (Metaforum Internacional, Sociedade Internacional de PNL e Associação de PNL da Alemanha). 

Verdades e mentiras sobre a Amazônia

Resolvi escrever sobre as verdades que sempre negamos sobre a Amazônia e as mentiras que somos obrigados a contar

Não aguento mais mentir aos meus amigos do Sul e Sudeste para esconder as verdades sobre nossa realidade. Resolvi contar tudo em cinco verdades absolutas. Ao final, na segunda parte desse texto, cito as cinco mentiras que somos obrigados a contar para o povo da civilização, sob pena de levarmos flechada no traseiro ou sermos engolido por Pirarucu!
Posso falar com conhecimento de causa. Cheguei na Amazônia Legal em 1988, na cidade de Vilhena, e conheço os seis Estados que compõem a região e 472 dos quase 800 municípios.

Verdades que tentamos esconder:
1 – É verdade que os índios andam pelados pelas ruas das cidades, armados até os dentes com arcos e flechas, zarabatanas e pau-de-dar-em-doido. Tanto é verdade, que a maioria das pessoas não nativas que moram por aqui tem, pelo menos, uma cicatriz na bunda, feita por flechas de índios;
2 – Também é verdade que onças, cobras e jacarés representam um grande perigo à população. Que todos os dias vemos pessoas serem comidas por animais selvagens;
3 – Outra triste verdade é que a maioria das mulheres que vivem próximo aos rios vivem experiências sexuais fantásticas: não por conta de “ricardões”, mas dos botos. Que todos os dias de lua cheia os botos viram homens bonitos e saem para pegar as mulheres;
4 – É verdade que, se você mora no Sul ou no Sudeste e tem o segundo grau (ensino médio), pode vir para Rondônia e virar professor universitário da noite para dia. Que a maioria das pessoas daqui é analfabeta e as escolas são cobertas de palha de coqueiro;
5 – Confirmo como verdadeira a informação de que não dispomos de tecnologia. Que a internet é via tambor. Que os índios são especialistas em decifrar códigos binários e transmitir informações, binariamente, pelos tambores. Que computadores e celulares são raros por estas bandas.

Mentiras que somos obrigados a contar:
1 - É mentira que temos na Amazônia legal a maior diversidade cultural do Brasil e uma das maiores do mundo. Que a região abriga 12 de cada 100 brasileiros, a maioria vinda de outras regiões e trazendo consigo seus valores e cultura. Que aqui se respeita diversidade, costumes, religião, raças e cores;
2 – Também é mentira que a Amazônia é uma das portas de entrada da ciência e da tecnologia no Brasil. Que a maioria das novidades chega aqui primeiro, depois vai para o Sul e Sudeste;
3 – É mentira que somos os maiores exportadores de grãos e carne para a Europa e a Ásia. Que, mesmo assim, fornecemos água de chuva para o Sul e o Sudeste, através dos chamados Rios Voadores, que nascem na Amazônia e são levados pelos ventos à região tropical do país, por isso lá (no trópico) ainda não é um deserto;
4 – Pura mentira que na Amazônia Legal existe uma das maiores e mais ricas cidades do Brasil – Manaus - Com 2 milhões de habitantes, a sexta cidade mais rica do Brasil;
5 - É mentira que nós achamos ridículas as perguntas dos “civilizados” sobre nossa região. Que não os consideramos desinformados, alienados e nem imbecis quando nos fazem perguntas idiotas.

Ps: Qualquer outra dúvida, é só perguntar. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Cinquentinha... conheço a sua história!

Não gosto de atirar pedras em ninguém, mas tem situações que nos obrigam a reagir. Tem muita gente boa protestando nesses dias, mas o rol dos “revolts” foi engrossado por um bando de pilantras.

Vou ser bem específico: um certo cidadão que militou na imprensa de Vilhena há alguns anos é, dentre meus amigos virtuais, um dos mais ferrenhos combatentes contra o PT e a Dilma na internet.

Tudo bem. Respeito. Mas não me convence. Quem é corrupto não tem moral para acusar. Lembro do Mestre, que disse à multidão: “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”.

Explico: Esse meu “amigo” vivia de achaques à políticos em Vilhena – pratica comum na imprensa, infelizmente. Seu apelido era “Cinquentinha”. Vivia cobrando “jabá” de R$ 50,00, para não falar mal dos políticos locais.

E agora? Virou moralista ou mudou seu status? Será que a Dilma não deu “cinquentinha” pra ele, ou realmente ele se preocupa com a corrupção? Se converteu ao antipetismo? Qual é o teu preço agora?

Não vou citar o nome desse amigo, porque ainda o respeito.

Mas vai aquele ditado: “Quem não te conhece que te compre!”

terça-feira, 24 de março de 2015

Como conheci Severino Pegoraro

Eu entrei na vida da família Pegoraro de uma maneira bem interessante. Era o ano de 1993 e eu vivia um dos momentos mais conflituosos de minha vida. Eu era PM e não suportava mais viver conduzido apenas pela coluna vertebral. Meu cérebro estava inutilizado pela inércia e parecia inchado e pesado. Eu estava em busca de uma saída.

Foi nessa época que conheci uma moça interessante, diferente da tantas que eu já tinha visto. Era bonita, alta, magrela, simples e meio caipira. Parecida comigo. Eu também me criei na roça, na mesma região do interior do Paraná que ela. Naquele momento iniciou uma fase marcante da minha vida, fundamental para que eu me tornasse o que sou hoje, em âmbito familiar, profissional e pessoal.

Namoramos durante quatro meses e resolvemos nos casar. Mas para isso eu precisava enfrentar o velho, que morava num sítio em Nova Conquista, a 76 quilômetros de onde eu morava -  Vilhena/Rondônia. Pedi uma Toyota emprestada do amigo Willi Ripke. Só uma Toyota traçada poderia chegar lá. Não havia estrada, só caminho de madeireiros.

Nova Conquista era um assentamento de sem-terra recém-implantado. Não havia água, luz ou outro benefício. Os sitiantes ainda não tinham farturas, só as clareiras no meio da mata e barracos cobertos de tábuas rachadas. No sitio do Pegoraro algumas galinhas no terreiro e um porquinho na seva, engordado a base de mandioca; uma pequena horta com temperos, almeirão e tomate-cereja; na roça mandioca e abacaxi.

Faltava muita coisa lá, mas tinha tudo o que eu procurava naquele momento da minha vida. Chega a ser indescritível o que eu senti naquele lugar com aquela família. Voltei às minhas origens e comecei a reviver valores fundamentais que compunha o meu “eu” mais profundo.

Chegou a hora de pedir a mão da magrela em casamento (eu também era magrelo – com 1,90m de altura, pesava apenas 70k). Chamei seu Pegoraro para a conversa e ele me levou para caminhar pelo sítio. Fomos até a nascente de água, na serra, de onde ele canalizou com bambu a água que servia a casa.

Eu era hiperativo e, embora nem tivesse consciência disso, as pessoas percebiam. Era impaciente e não conseguia ficar sem atividade por um minuto sequer. Seu Pegoraro percebia isso. Quando eu disse que queria me casar com sua filha, ele respondeu:
_ “Eu tenho uma preocupação: você é muito agitado, ligeiro, e minha filha é bem lerda!”.
Na verdade sua filha era tranquila, calma, pacata, muito diferente de mim.

Sempre usei o humor para me sair de situações complicadas. Percebi que, naquele momento, qualquer argumento poderia complicar mais as coisas e talvez não adiantasse nada. Quando ele disse que a “filha era lerda”, respondi, sem pestanejar:
_ “Eu não quero sua filha pra carreira, quero pra tirar umas crias”.
Quando me toquei já tinha feito a brincadeira. O jeito foi fazer uma cara de palhaço e esperar a reação. Pegoraro ficou alguns segundo me olhando, depois soltou uma rizada e respondeu:
_ “Aí sim! É desses que eu gosto!”;

Naquele mesmo dia levei a filha do Pegoraro pra casa. Depois disso saí da polícia e fui morar no sítio em Nova Conquista. Lá reconstruí o meu “eu” destruído pelas pauladas da vida. Em Nova Conquista aprendi a conhecer as pessoas, cometi erros e também aprendi com eles. Morei em Nova Conquista durante quatro preciosos anos e vivenciei algumas das mais importantes experiências da minha vida.

Sobre a promessa que fiz ao Pegoraro, ao pedir a sua filha em casamento, eu também cumpri. Com ela tive três “crias”, das quais me orgulho muito. Seu Pegoraro está doente, não sei como será a sua vida daqui pra frente nem quanto tempo viverá (gostaria que vivesse mais 100 anos). Espero que esse texto chegue até ele, para que saiba que sua missão para comigo foi cumprida com excelência. Sua simplicidade, sua sabedoria, sua pureza e seu exemplo estão gravados em meu coração. E todas as vezes que vejo uma das crias, seus netos, eu vejo um Pegoraro.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Valeu o destaque no Folha do Sul

Jornalista vilhenense prepara livro e estréia no circuito nacional de palestras

Haverroth atua há 16 anos no segmento de pesquisas
O jornalista Vilhenense DejanirHaverroth já tem agenda de palestras e seminários em quatro Estados brasileirose prepara seu livro sobre Comunicação e Política, que será lançado em junho.
Com 20 anos de atuação na imprensa e em assessorias políticas, Dejanir atribui sua mais importante bagagem profissional à sua atuação como diretor do Instituto Rondoniense de Pesquisa e Estatística (IRPE). Durante mais de 16 anos trabalhando com pesquisas qualitativas e quantitativas para grupos políticos, Haverroth tornou-se um dos profissionais mais respeitados da região norte quando o assunto é política.
Outro motivo que levou o jornalista a se lançar nacionalmente foi a formação de “Master Treiner Internacional” em Programação NeuroLinguistica (PNL), conquistada no Metaforum Brasil deste ano. Além disso, sua formação em Comunicação Social, Ciências Políticas e Coaching também o habilitam tecnicamente para competir com os grandes profissionais em âmbito nacional.
Atualmente Haverroth mora em Ji-Paraná, onde mantem um escritório operacional de sua empresa, e dá suporte técnico a políticos de vários municípios de Rondônia e de outros três Estados brasileiros. 


Fonte: FS
Postado por: Dimas Ferreira
Autor: Assessoria
Créditos de Fotos: Divulgação

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Uma etapa vencida, um sonho alcançado


Depois de 20 dias de treinamento intensivo, conquistei meu certificado de Trainer Internacional em Programação Neuro Lingüística (PNL) pelo MetaForum Internacional.
Sou grato a Deus por colocar essa oportunidade de evolução na minha vida, à minha família pelo apoio e por acreditar em mim. Aos meus amigos que, em algum momento disseram "Vai Dejão, você pode!".
Para fazer valer a pena e retribuir aos meus todo o apoio, prometo dedicar meu tempo, minha inteligência e meus conhecimentos para expandir os horizontes profissionais e pessoais dos que me cercam.
Por enquanto estou em Ji-Paraná/RO, mas já preparo espaço em São Paulo e Brasília.

Meu livro sobre Comunicação e Estratégia Política será lançado em breve.
Que Deus continue nos abençoando.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Entrevista ao Folha do Sul on-line

Pesquisador dá dica para “terceira via”
quebrar polarização Rover-Donadon

Dejanir diz que é preciso “profissionalismo”
O jornalista Dejanir Haverroth, que há anos realiza pesquisa de intenção de voto durante as eleições em Vilhena, acredita que mais uma vez a cidade passará por uma disputa polarizada  em 2016. Na avaliação do comunicador, a tendência de se manter o status quo que impera há várias pleitos se deve ao “amadorismo” e desorganização de grupos políticos locais que orbitam em torno dos polos liderados por Melki Donadon (PTB) e Zé Rover (PP). No entanto, ele destaca que a próxima disputa oferece a melhor oportunidade dos últimos tempos para se quebrar tal hegemonia.
Segundo ele, os que divergem dos grupos principais pecam por não adotarem profissionalismo no enfrentamento da situação. “Não se trabalha com projetos, pesquisas e organização, e em cima da hora lançam um ‘salvador da pátria’ que acaba passando vexame”, raciocina. Em sua análise, são necessários pelo menos dois anos de trabalho para viabilizar uma candidatura eleitoralmente competitiva. “É preciso estudo do eleitorado, do perfil político dos opositores e do próprio nome a ser lançado, além da adoção de estratégias de marketing a fim de projetá-lo. Sem isso é impossível enfrentar os grupos já consolidados”, explica.
Dejanir acredita que a tendência é de manutenção de tal estado. Porém, 2016 oferece oportunidade rara à chamada “terceira via”. Isso porque os principais “cabeças” das composições que polarizam as campanhas estarão fora da arena. “Sem Rover e Melki no páreo, pelo menos de forma direta, abre-se uma janela importante para outra alternativa. No entanto, isto deve ser começado a trabalhar agora, senão mais uma vez um dos dois grupos ‘fica com a paca’”, finaliza.


Fonte: FS
Postado por: Dimas Ferreira
Autor: Da redação
Créditos de Fotos: Folha do Sul

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uma empresa genuinamente vilhenense em franca expansão

Comunicare Organizações Ltda.
Fundada em 1998 pelo jornalista Dejanir Luiz Haverroth, a Comunicare Organizações Ltda trabalha com pesquisa de mercado e opinião pública, comunicação, cursos e treinamentos, tendo como público alvo o meio político.
As pesquisas se tornaram ferramentas fundamentais para o planejamento estratégico e de marketing no processo político, não apenas durante as campanhas eleitorais, mas todo o tempo, para quem está no mandato ou pretende entrar.
Ao longo dos anos, desde sua fundação, a empresa se tornou referência em Rondônia por seu profissionalismo, credibilidade, ética e responsabilidade para com seus clientes e a sociedade. Em franca expansão, já possui clientes nos estados do Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em 2014, através do IHPEC, a empresa iniciou cursos e treinamentos (COACH) em comunicação e política. No mesmo segmento, a partir de 2015, na sucursal de Ji-Paraná, funciona uma escola onde também serão ministrados cursos de idiomas, com ênfase em conversação (Inglês, Espanhol e Italiano). Além do conhecimento técnico em cada área, os ensinos contarão com métodos de Coaching e Programação Neuro Linguística (PNL).

Marcas
A empresa possui quatro marcas registradas:

IRPE – Instituto Rondoniense de Pesquisa e Estatística;

Revista Enquete – veículo para divulgação
                                dos principais trabalhos da empresa;
IHPEC – Instituto Haverroth de Política, Estatística e Comunicação.

Alô Estudantil – veículo impresso e on-line para o segmento educacional.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A plateia pede que "liberte Barrabás"



Quando penso que vi tudo em Rondônia...
Foto do site MAISRO

Tem plateia que causa náuseas a qualquer ser inteligente. Não falo da Operação Platéias, que elucidou os crimes de corrupção desse governo (Rondônia). Me refiro ao povinho que foi na sessão da ALE (Assembléia Legislativa) hoje, dia 25, defender o governador e criticar o deputado que denuncia a corrupção.
Alguns bajuladores dizem: (os imbecis alienados) não são portariados do governo, são pessoas ligadas ao SIMPI RONDÔNIA e Fecomércio ou trazidas por eles. Faz diferença? Essas instituições estão ligadas diretamente ao governador e ao senador Gurgacz. Eles têm interesse em não deixar uma ação de afastamento ou cassação prosseguir.
O texto de um jornal eletrônico afirma: “O que seria uma sessão para afastar o governador Confúcio Moura (PMDB), tornou-se um ato em favor dele e um protesto contra o presidente do legislativo. Manifestantes exibiram cartazes com o “Fora Hermínio” e “Fica Confúcio””.
Como diz meu amigo Oziel Moura (que não é parente do governador): “O povo (sempre) quer libertar Barrabas e crucificar cristo.” – quem ainda não viu este filme?