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domingo, 27 de maio de 2018

Melki Donadon – focado no erro!

Um breve relato dos últimos 20 anos da biografia política de Melki Donadon

Poucos conhecem a verdadeira história política da família Donadon, outrora uma das mais promissoras de Rondônia e que, nos últimos 20 anos, amarga sucessivas derrotas judiciais e nas urnas. O líder, Melki Donadon, é uma figura carismática e tem um perfil bem pragmático, próprio do gestor público que agrada a grande maioria dos eleitores. Apesar dessas qualidades, sua prepotência tem levado a família, e seus seguidores, a consequências de erros consecutivos de estratégia.

A decadência começou há 20 anos, em 1998, com uma desastrosa candidatura ao governo. Depois de renunciar a prefeitura de Colorado do Oeste, em 1996, e se eleger prefeito de Vilhena com a promessa de não renunciar ao mandato, Melki abandona seus compromissos políticos e inicia a sua escalada ao governo. Seu principal compromisso era com a população de Vilhena, que lhe confiou um mandato. Depois, seu compromisso político era com o governador da época e seu principal padrinho político, Valdir Raupp, a quem traiu.

Existe uma regra entre os políticos que jogam com o poder: Traição não tem perdão! Costumo falar em minhas oficinas, que tudo se perdoa na política, menos a traição. Cito o exemplo do Mestre, quando veio ao mundo anunciar o Reino de seu Pai. Ele perdoou prostitutas, ladrões e assassinos, mas o seu traidor, Judas, até hoje, todos os anos, é enforcado e espancado pelo povo. Com traidor, na política, é assim!

Valdir Raupp tinha uma reeleição garantida e confiava na aliança com Melki Donadon, uma expoente liderança estadual. Porém, o tal de “olho gordo” de Melki pôs tudo a perder. Com o grupo dividido, Melki e Raupp perderam a eleição para José Bianco. Mas não foi apenas isso. Essa derrota custaria a família Donadon graves consequências que durariam mais de 20 anos.   

Para entendermos melhor, vamos voltar um pouco no tempo. Em 1994, quando ainda era prefeito de Colorado, Melki conseguiu eleger seu irmão caçula, Marcos Donadon, a deputado estadual. Com o governador sendo aliado, conseguiu fazer do menino, de apenas 22 anos, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RO). Dali sairiam os recursos para bancar a campanha a governo em 1998.

Em uma licitação fraudulenta, comandada pelo jornalista Mario Calixto, do extinto jornal O Estadão do Norte, a ALE, comandada pelo “menino” Marcos Donadon, conseguiu desviar recursos que bancariam a campanha a governo de Melki Donadon. A operação financeira implicou, no ano seguinte, na prisão ou indiciamento de dezenas de pessoas. Dentre os indiciados, o próprio deputado Marcos Donadon e seu irmão Natan Donadon, diretor financeiro da ALE naquela ocasião. (Sobre as consequências disso falaremos mais adiante).

Marcos Donadon conseguiu se reeleger deputado estadual em 1998, mas Natan Donadon, que concorreu a deputado federal, não conseguiu por falta de legenda, apesar de ser o 3º mais bem votado do Estado. Os erros de estratégia não se limitaram a candidatura ao governo, mas também para deputado federal. Caso Melki se aliasse ao Raupp naquele ano, teria elegido o governador e feito um deputado federal na família, além de se manter na prefeitura de Vilhena.

Mas é assim. Política é um jogo. Erramos e aprendemos. Mas não é assim com Melki. Ele erra e depois erra novamente. No ano de 2000 ele se elegeu prefeito de Vilhena e cumpriu, pela primeira e única vez um mandato inteiro. Em 2002 Marco Donadon se reelegeu deputado estadual, e Natan Donadon, desta vez pelo PMDB, ficou como suplente de Confucio Moura a deputado federal, apesar de ter sido o quarto mais bem votado do Estado.

Em 2004 Melki Donadon se lançou candidato novamente a prefeito, mas foi impedido pela justiça, por considerar que ele já havia sido reeleito (1996 e 2000). Na última hora Melki substituiu. Lançou seu primo de apenas 22 anos, Marlon Donadon, que concorreu com seu numero e sua foto na urna. Foi eleito.

O mandato de Marlon foi um desastre, tanto para o município de Vilhena, quanto para a família Donadon e ele próprio. O menino virou fantoche nas mãos de Melki, que comandava a prefeitura nos bastidores. Foi até impedido de se aproximar do paço municipal pela justiça, acusado de usurpação de poder. Marlon levitava entre festas e orgias, nas pontes aéreas Vilhena, Brasilia, Manaus e Coréia. O mandato lhe rendeu diversos processos que até hoje lhe tiram o sossego. Ainda em 2004 a família conseguiu eleger a irmã, Mirim Donadon, a prefeita de Colorado do Oeste. O mandato não foi bom, e ela não conseguiu se reeleger em 2008.

Em janeiro de 2005 Natan assumiu a vaga de Deputado Federal deixada por Confúcio Moura, e inicia uma carreira política louvável, tanto em sua postura ética quanto em suas ações. O perfil conciliador e dialético de Natan, somado a uma vontade grande de fazer a diferença, fez de Natan um dos mais importantes deputados federais de Rondônia naquele período e no mandato seguinte, que conquistou em 2006.

Ainda em 2006 Melki se lançou candidato ao Senado numa desastrosa tentativa do PMDB em retomar ao governo com Amir Lando. Melki ficou em terceiro lugar, perdendo para Expedito e Acir Gurgacz.

Em 2008 Melki se lançou candidato a prefeito de Vilhena para suceder seu primo, Marlon. Além do efeito negativo do mandato de seu primo, o outro erro nessa campanha foi a escolha da vice-prefeita. Ele preferiu sua esposa como vice a compor com o empresário Darci Ceruti. Isso lhe custou mais uma derrota. O empresário José Rover foi eleito prefeito de Vilhena. A família elegeu o irmão de Marlon, Junior Donadon, para um mandato na câmara de vereadores, que também seria cassado em 2016.

Em 2010 começou o inferno astral da família Donadon. As consequências dos erros de 1998 começaram a chegar para Marcos e Natan. Tentando se livrar de ser cassado, Natan renunciou ao mandato de deputado federal, mas foi reeleito no mesmo ano. Melki, apesar de ser a causa de todo o mal, passou ileso sobre os rombos da ALE de 1998. Ele foi candidato ao Senado em outro grupo político, mas foi derrotado novamente. Natan e Marcos foram eleitos por voto, mas não conseguiram cumprir seus mandatos. Foram cassados e presos.

Em 2012 Melki foi derrotado mais uma vez nas urnas para prefeito de Vilhena. Seus votos nem sequer foram contados, já que concorreu através de liminar.

Em 2016 Melki lançou sua esposa a prefeita e, desta vez, escolheu o empresário Darci Ceruti como vice. Foi um acerto, porque trouxe credibilidade à desgastada família. Darci, além de ser bem sucedido, tem uma excelente ficha de trabalhos prestados ao município. Acontece que Rosane não estava elegível, e apesar de ter sido eleita e conseguido assumir, o TSE cassou o seu mandato em abril deste ano (2018), e determinou que fosse feita uma eleição suplementar no município.

Agora, mais uma vez, a prepotência de Melki Donadon pode levar seu grupo político ao abismo. Melki insistiu na candidatura de sua esposa, Rosane, na eleição suplementar, mesmo contraria a orientação de vários juristas: “...quem dá causa a anulação de uma eleição não pode concorrer à eleição suplementar...”. Rosane já perdeu na primeira instancia e preferiu seguir com a candidatura às últimas consequências. Hoje, há sete dias do pleito, não há mais prazo para substituição. Isso pode lhe custar caro – jurídica e politicamente.

Melki Donadon tem um grande inimigo na política. É ele próprio. Em seus discursos Melki se coloca de vítima da justiça. Diz-se perseguido e injustiçado. Mas, na verdade, ele é vítima de sua ganancia e prepotência. É algoz, não apenas dele, mas de toda a sua família, seus fãs e aliados.

O seu potencial, e de sua família, poderia torná-los os maiores líderes políticos de Rondônia por 20, 30 ou 40 anos. Mas o tempo passou e a sua biografia mostra um homem previsível, focado no erro.

Para não ficar só nas críticas, se fosse possível eu daria um conselho ao Malki: “se quiser retomar seu caminho na política e resgatar seu legado, ainda dá tempo! Para isso terá que descer do salto, beber um copo de resiliência, alimentar-se de bons conselhos, planejar seu caminho, juntar o que restou de seu exército e retomar a caminhada. E, principalmente, você pode contrariar a justiça, mas nunca vá às ultimas consequências!" 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Jornalista publica vídeo criticando a SETUR/RO

Publiquei um vídeo para dar uma alfinetada na Superintendência de Turismo de Rondônia (SETUR). Trata-se de um órgão meramente decorativo nessa administração.

Greve da educação atinge todo o Estado de Rondônia no primeiro dia

Do blog do SINTERO

O primeiro dia da greve dos trabalhadores em educação estaduais de Rondônia atingiu todo o Estado e foi considerado um sucesso pela diretoria do Sintero.
Um levantamento feito durante o dia constatou que existe greve em todos os municípios, em todas as Regionais. Em algumas localidades com alta adesão, enquanto em outras a adesão começou baixa e aumentou no decorrer do período.
A direção do Sintero apurou que em Porto Velho a paralisação foi superior a 30%, sendo que em 19 escolas a adesão foi de 100%.
No interior do estado a adesão foi maior, chegando a 80% em alguns municípios.
A presidente do Sintero, Lionilda Simão, disse que a adesão ao movimento grevista demonstra a insatisfação dos trabalhadores em educação com a situação imposta pelo governo do estado.
“Os trabalhadores em educação não aguentam mais essa situação de desvalorização, de humilhação, de salários defasados, imposta pelo governo”, disse.
Segundo ela, a tendência é de crescimento do movimento com novas estratégias de luta.
Nesta quarta-feira, dia 21/02, o comando de greve se reuniu e decidiu intensificar a mobilização nas escolas. Nesta semana já deverão se iniciar as manifestações de rua como passeatas e atos públicos para cobrar do governo uma resposta.
Os trabalhadores em educação estão sendo convocados para concentração e assembleia na Sede do Sintero, em Porto Velho, e nas sedes de todas as Regionais, nesta quinta-feira, dia 22/02, a partir das 8 horas da manhã, quando serão discutidas as estratégias do movimento grevista.

Jornalista critica, em vídeo, a situação da BR 364

Atendendo pedido de seguidores, fiz um vídeo criticando a a situação da BR 364. Aproveitei o gancho da falta de respeito com o cidadão, falei também da saúde pública, que também foi pedido por diversas pessoas que me seguem. O vídeo repercutiu e já tem mais de 20 mil visualizações no facebook. 

A oito meses da eleição, pesquisa aponta empate técnico para o governo e disputa acirrada para o Senado


Do AC24HorasFaltando pouco mais de oito meses para as eleições e com o quadro de candidatos ainda indefinido no bloco de oposição, a primeira pesquisa eleitoral de 2018 para o governo do Acre e Senado da República realizada pelo Instituto Haverroth (IHPEC) e divulgada com exclusividade por ac24horas aponta empate técnico entre os principais candidatos a cadeira do executivo estadual e uma acirrada disputa pelas duas vagas de senador nas eleições deste ano.


O levantamento do Instituto Haverroth (IHPEC), que se limitou a divulgar somente os dados da capital, Rio Branco, onde entrevistou 500 eleitores, mostra que Marcus Viana (PT) teria 39,6%% dos votos válidos, contra 38,1% Gladson Cameli. Segundo o Haverroth, que disponibilizou apenas os números aferidos na capital, a pesquisa foi realizada nos nove principais municípios do Acre que, somados, representam cerca de 80% da população do Estado.
Com cerca de 10,9%, Coronel Ulysses Araújo aparece como terceiro colocado. Atrás dele, está Lira Xapuri, do PRTB, que teria 1,8%. Indecisos e os que não souberam responder somam 9,7%. As duas principais forças políticas de oposição e situação iniciam o ano com duas candidaturas fortes e polarizadas, numa clara demonstração que a campanha eleitoral vai ser equilibrada e a definição do novo chefe do executivo estadual acontecerá nos detalhes.
O embate promete ser mais acirrado pelas duas cadeiras de senador. Na pesquisa estimulada quando é colocado o nome de Marcio Bittar (MDB), os três primeiros estão empatados tecnicamente. Sérgio Petecão, do PSD, teria 23,7%; Jorge Viana, do PT, aparece com 21,1%; enquanto Márcio Bittar vem logo atrás com 20,2%. O deputado estadual Ney Amorim é o quatro com 13%. Minoro Kimpara ocupa a quinta colocação com 8,9%. Não souberam responder 13%.
Quando o nome da jornalista Mara Rocha (PSDB) é colocado no lugar de Marcio Bittar, o quadro sofre uma ligeira alteração. O senador Sérgio Petecão, que disputa a reeleição permanece na ponta com 22,8% e Jorge Viana mantém a segunda colocação com 21,3%. A surpresa fica por conta de Mara Rocha, com 20,1% dos votos válidos. Ney Amorim vem logo atrás com 14,4%. O reitor da Ufac, Minoro Kimpara tem 9,4%. Não souberam responder 12,1%.
Os números da rejeição para governo do Acre também foram divulgados Instituto Haverroth. Se as eleições fossem hoje, segundo o levantamento, Marcus Viana teria 20,8% de rejeição; Lira Xapuri apareceria com 10,9%; Coronel Ulisses Araújo estaria com 9,7%; o progressista Gladson Cameli contabilizaria 8,8% de rejeição. Não soube responder 49,8%. O instituto disponibilizou ainda os números da rejeição do pré-candidatos ano Senado da República.
Segunda a tabela de rejeição dos nomes que foram colocados até o momento no tabuleiro político, Jorge Viana teria a maior rejeição com 24,8%; O companheiro de chapa de Viana, o deputado Ney Amorim estaria com 10,3%; o emedebista Marcio Bittar 9,7%; o senador Sérgio Petecão aparece com 9,7; o reitor da Ufac Minoro Kimpara 4,2%; a jornalista Mara Rocha 3,3%; o empresário Fernando Lage 1,2%; Sanderson Moura 0,6%. Não soube responder 36,3%.
Dados técnicos da pesquisa
Pesquisa registrada sob o número AC-02237/2018, no dia 15/02/2018, com autorização para divulgação dia 21/02/2018 (cinco dias). A pesquisa teve início no dia 09/02/2018 e se estendeu até o dia 20/02/2018, para os cargos de Governador e Senador. Foram entrevistados 1960 eleitores e o intervalo de confiança 95% e margem de erro 2,5%. Foi realizado pelo Instituto Haverroth (IHPEC), uma empresa do Grupo Comunicare (Conre1 044), por conta própria, ou seja, não houve contratante.

Saúde de Vilhena abre 80 vagas para residência médica


São 06 vagas para área médica e 74 vagas para candidatos em diversas áreas
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Vilhena abriu edital do processo seletivo para diferentes programas de residência médica no município de Vilhena. As inscrições se iniciaram no dia 23 de janeiro e encerraram em dia 8 de fevereiro. Foram mais de 300 profissionais inscritos, e o processo seletivo aconteceu no dia 18 de fevereiro.

Vilhena disponibiliza 80 vagas para residência médica
Mais de 300 candidatos se inscreveram
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Vilhena abriu edital do processo seletivo para diferentes programas de residência médica no município de Vilhena. As inscrições se iniciaram no dia 23 de janeiro e encerraram em dia 8 de fevereiro. O processo seletivo aconteceu no dia 18 de fevereiro.
A seleção de candidatos às vagas de médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, farmacêuticos, fonoaudiólogos, terapia ocupacional e psicólogos são para os programas em área profissional de saúde como: Medicina de família e comunidade, Aperfeiçoamento em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Enfermagem obstétrica, Atenção Psicossocial e, em área multiprofissional da saúde como: urgência/trauma, intensivismo, reabilitação física.
O processo seletivo para o preenchimento de vagas aconteceu no dia 18 de fevereiro. Cada residente receberá R$ 3.330,43 (Três mil e trezentos e trinta reais e quarenta e três centavos), o qual será pago pelo Ministério da Saúde.
A prefeita Rosane Donadon juntamente com o Secretário de Saúde de Vilhena, Marco Aurélio Vasques, estiveram em Brasília, para buscar a aprovação do projeto de residências junto ao Ministério da Saúde. Na oportunidade, conquistaram 100 bolsas para as residências multiprofissionais que serão custeadas pelo Governo Federal.
A portaria de nº 33 de 22 de Janeiro de 2018 do Ministério da Saúde divulgou no Diário Oficial da União a lista dos programas que fazem jus ao recebimento das bolsas na cidade de Vilhena.
Confira na tabela o número de vagas para as diferentes áreas:

Professora de aldeia indígena de Rondônia ganha prêmio Educador do Ano

Com direito a destaque na mídia nacional, a Ji-Paranaense Elisângela Dell-Armelina Suruí , professora em uma escola rural indígena de Cacoal foi eleita a Educadora do Ano, por seu projeto de alfabetização na língua indígena Paiter Suruí.

Professora de Rondônia é grande vencedora do Prêmio Educador Nota 10

Elisângela Dell-Armelina Suruí, de 38 anos, foi premiada por seu projeto de alfabetização na língua indígena Paiter Suruí em Cacoal.

Fonte: G1, Por Ana Carolina Moreno
Uma professora formada em pedagogia a distância e que trabalha em uma escola rural indígena no interior de Rondônia foi eleita, na noite de segunda-feira (30), a Educadora do Ano, por seu projeto de alfabetização na língua indígena Paiter Suruí em Cacoal. Elisângela Dell-Armelina Suruí, de 38 anos, dá aulas na Escola Indígena Estadual de Ensino Fundamental e Médio Sertanista Francisco Meireles.
O projeto de Elisângela, batizado de "Mamug Koe Ixo Tig", que significa "A fala e a escrita da criança", incluiu a elaboração de um material didático próprio em Paiter Suruí para os 15 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, que estudam todos na mesma sala multisseriada.
No total, a escola tem apenas 33 alunos e é uma de dez escolas localizadas na terra indígena dos Suruí em Rondônia, que tem cerca de 1.800 habitantes. Terra que não é natal de Elisângela, mas adotiva.
Nascida em Ji-Paraná, em Rondônia, ela se mudou com seis anos com o pai, caminhoneiro, e a madrasta, para o Sudeste. Até então, ela ainda não tinha sido registrada. "Fui registrada com seis anos em Vila Valério, no Espírito Santo." Ela se formou no ensino médio em terras capixabas, mas voltou para o Norte com 20 anos, para a casa da bisavó, em Cacoal.
"Foi então que fiquei sabendo de uma oportunidade para ser professora na comunidade."
Elisângela se mudou para a aldeia Nabeko D Abadakiba e se tornou parte dela. Acabou se casando com um indígena, com quem três filhos, de 15, 12 e dois anos.
Elisângela Dell-Armelina Suruí, de 38 anos, foi premiada por seu projeto de alfabetização na língua indígena Paiter Suruí em Cacoal.  (Foto: Carol Moreno / G1) Elisângela Dell-Armelina Suruí, de 38 anos, foi premiada por seu projeto de alfabetização na língua indígena Paiter Suruí em Cacoal.  (Foto: Carol Moreno / G1)
Elisângela Dell-Armelina Suruí, de 38 anos, foi premiada por seu projeto de alfabetização na língua indígena Paiter Suruí em Cacoal. (Foto: Carol Moreno / G1)

De monitora voluntária a professora titular

Quando se mudou para a aldeia, em 2001, Elisângela trabalhou na escola de forma voluntária, como monitora de um professor. Depois da pressão dos moradores para que ela tivesse uma formação na área, ela decidiu se matricular na faculdade de pedagogia. Como na aldeia não existe nem faculdade, ela se matriculou na graduação a distância na Unopar. E como na aldeia não tinha internet, ela precisou percorrer a distância de 50 km até a cidade uma vez por semana durante três anos e meio. "Eu fazia tudo de uma vez, em um dia só."
A graduação, porém, serviu de trampolim para uma série de cursos de formação continuada para professores indígenas do governo de Rondônia e também uma pós-graduação em gestão, supervisão e orientação.
Material de apoio
O projeto "Mamug Koe Ixo Tig" surgiu quand

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Organizações estudantis “brotam” em meio ao caos político

Com o fracasso temporário da democracia no Brasil, estudantes voltam a organizar entidades e grêmios.

Atendendo a um chamado cívico que grita em meio ao caos político brasileiro, estudantes rondonienses voltam a se organizar, como nos períodos mais sangrentos de nossa história.

Ji-Paraná e Rondônia terão representantes na Ubes e Conubes.

Infelizmente, há tempos não se ouve falar de movimentos estudantis no estado de movimento estudantil, mas o semanário esta mudando pois temos visto que precisamos assumir de novo oque era de direito nosso e por resolvemos puxar essa responsabilidade a nossa galera do para todos nos deu a meta de montar 10 comissões de 10 e isso foi pra ser entregue com 24 horas. Foi muita correria mas conseguimos mantar 13 na luta e na correria sem muita ajuda. Hoje podemos dizer que ji-parana e Rondonia estão na lista e iremos sim ter representantes no congresso da Ubes o Conubes

O Congresso da UBES é o maior encontro secundarista da América Latina e, a cada dois anos, convoca estudantes de todos os cantos do país para compartilhar experiências e opiniões sobre o cenário da educação do Brasil e no mundo e aprovar os rumos da entidade para o próximo período. Além de eleger a nova diretoria e o novo presidente da entidade! O 42º CONUBES acontecerá no fim do ano em Goiânia e reunirá tudo isso: eleições, palestras, debates, shows e atividades culturais.

Em evento para trabalhadores em educação, autoridades e convidados, foi lançada na tarde de segunda-feira, dia 18/09, na Sede Administrativa do Sintero, em Porto Velho, a CONAPE – Conferência Nacional Popular de Educação, etapa estadual de Rondônia.

A Conferência foi convocada pelo Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) como forma de organizar e manter a mobilização em torno da defesa do Plano Nacional de Educação (PNE), já que o governo Temer decidiu não mais realizar a CONAE.

A CONAPE tem os objetivos de monitorar as metas e fazer análise crítica das medidas que inviabilizam a efetivação do PNE, em especial, a aprovação da Emenda Constitucional 95/2016, que estabelece um teto de 20 anos aos gastos públicos federais, inviabilizando a consagração plena de todos os direitos sociais, especialmente a educação.

O coordenador estadual da CONAPE, Ramão Zarate, durante a abertura do evento, disse que a Conferência Popular terá as etapas municipais/regionais em Rondônia obedecerão ao seguinte calendário:

- Reg. Norte - Porto Velho - 06/10/2017 - 150 pessoas
- Reg. Mamoré - Guajará-Mirim - 11/10/2017 - 150 pessoas
- Reg. Estanho - Ariquemes 22/09/2017 - 150 pessoas
- Reg. Centro l - Jaru - 06/10/2017 - 130 pessoas
- Reg. Centro ll - Ouro Preto do Oeste - 05/10/2017 - 100 pessoas
- Reg. Rio Machado - Ji-Paraná - 06/10/2017 - 120 pessoas
- Reg. Guaporé - Presidente Médici - 05/10/2017 - 100 pessoas
- Reg. Mata - Rolim de Moura - 06/10/2017 - 100 pessoas
- Reg. Café - Cacoal - 06/10/2017 - 80 pessoas
- Reg. Apidiá – Pimenta Bueno - 06/10/2017 - 100 pessoas
- Reg. Cone Sul – Vilhena - 03/10/2017 - 150 pessoas

O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues da Silva, destacou a importância da participação dos trabalhadores em educação, dos órgãos oficiais e da comunidade nesses eventos, pois está em discussão a luta pela melhoria da educação pública no país.

Confira sete perguntas e respostas para orientar a atuação do grêmio estudantil em sua escola:

1)    Quem pode participar da diretoria de um Grêmio Estudantil?

Todo aluno matriculado na escola poderá ser da Diretoria do Grêmio, desde que esteja inscrito na chapa vencedora. Em relação ao cargo, os membros da própria chapa deverão escolher qual posição terão de acordo com as áreas de interesse de cada um.

2)    Como é escolhida a data para a eleição do Grêmio Estudantil?

A data para a eleição do Grêmio deve acontecer dois dias letivos após o último dia de campanha das chapas.

3)    O Grêmio Estudantil tem direito a uma sala na unidade escolar?

 Sim. É importante que a diretoria da escola disponibilize uma sala para a sede do Grêmio.

4)    Qual a autonomia do Grêmio?

O Grêmio tem autonomia para elaborar propostas, organizar e sugerir atividades para a escola. Para executá-las, no entanto, o grupo deve contar com o apoio e a autorização da direção ou do Conselho de Escola. O grêmio tem direito de participar da organização do calendário escolar e deve articular e negociar os interesses junto à direção.
De acordo com levantamento do Núcleo de Articulação de Iniciativas com Pais e Alunos (Nuart), entre os mais de 3,3 mil grêmios atuantes em escolas estaduais, 29% dos grupos têm como foco organizar atividades esportivas. Outros 27% se dedicam na promoção de eventos culturais dentro e fora da unidade de ensino. O entretenimento é responsável pela atenção de 12% dos grêmios.

5)    O que é possível fazer com os recursos financeiros captados pelo Grêmio Estudantil?

É possível utilizar os recursos para organizar e promover atividades ou eventos do Grêmio. Como por exemplo, comprar um computador para a sala do grupo, promover uma excursão para um museu, entre outros. Nenhum membro do Grêmio pode ser remunerado. A participação é voluntária!

6)    O que acontece com os bens materiais que o Grêmio adquire depois que uma diretoria encerra seu mandato?

Quando uma diretoria encerra seu mandato, os bens adquiridos permanecem no Grêmio Estudantil. Os bens serão averiguados pelo diretor e pelo Conselho Fiscal (três alunos eleitos pelo Conselho de Representantes de Classe). É muito importante a transparência no gerenciamento e o incentivo à participação dos alunos nas decisões de aplicação dos recursos financeiros.

7)    Os integrantes do Grêmio podem sair da sala de aula quando houver necessidade?


A orientação dada aos grêmios é que evitem marcar reuniões e atividades em horários de aula. Quanto mais envolvidos com as disciplinas, com os professores e com a escola em geral, mais o grêmio saberá que propor e aprimorar. Em casos urgentes, com autorização do professor ou da direção da escola, é possível a saída de um membro.

Educação Básica: Ji-Paraná é um exemplo a ser seguido

Ji-Paraná é referência no Brasil devido aos avanços registrados na rede de educação municipal. A cidade possui o melhor Ideb da Região Norte, com as escolas avaliadas com notas acima da média estabelecida pelo MEC.  A escola municipal Jandinei Cella, por exemplo, atingiu nota 7,5 e, está por duas avaliações consecutivas, entre as 100 melhores do País.  
As melhorias na educação básica levaram a Prefeitura Municipal a receber o Título de Cidade Excelência em Educação. O prêmio foi outorgado, no ano passado, pelo Instituto Ayrton Senna sendo conferido somente a dez municípios Brasileiros.
Os resultados são frutos de investimentos vultosos na reestruturação física das escolas e em material didático e pedagógico, capacitação dos servidores e a implantação de uma metodologia de inclusão familiar na vida estudantil das crianças.
São mais de 30 escolas e todas receberam reformas estruturais, ampliações nos espaços pedagógicos e administrativos, investimento em informatização com aquisição de computadores e até lousas digitais com acesso a internet.
A oferta de alunos para a rede municipal aumentou em mais de 1600 vagas de 2015 a 2017. Hoje já são mais de 7.200 alunos matriculados. Até 2018 a expectativa da Prefeitura Municipal é que outras 2200 vagas sejam ofertadas, pois estão em construção outras dez escolas que atenderão ao Ensino Infantil e Fundamental.
O município já iniciou também um processo gradativo para que as escolas passem a oferecer educação em tempo integral, inserindo no currículo atividades em áreas artísticas, esportivas e recreativas. Hoje já são quatro escolas funcionando na modalidade integral, com os alunos tendo além das aulas curriculares normais, atividades de dança, música, pintura, capoeira, teatro e iniciação esportiva  e conscientização de trânsito.
As escolas rurais também receberam uma reformulação didática pedagógica. Foi implantado o Programa Educampo que visa a implantação de uma metodologia própria à educação do campo, com a inserção da pedagogia da alternância, que intercala um período de convivência na sala de aula com outro no campo com aulas práticas.

Um dos principais objetivos do programa é diminuir a evasão escolar em áreas rurais. As escolas que recebem o Programa Educampo passaram por uma grande reforma e reestruturação física, com a construção de hortas cobertas e com irrigação, área para projetos experimentais, já visando uma nova metodologia de ensino voltada à realidade rural, possibilitando ao aluno do campo aplicar em sua propriedade os conhecimentos adquiridos no ambiente escolar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Meu gibi do Tex foi devolvido!

Gibi emprestado é devolvido depois de 36 anos

Dejanir Haverroth

Quem disse que não se devolvem livros? Pode ate ser, mas os amigos que comungam a paixão por gibi se respeitam. Essa história teve início no ano de 1980, na área rural do município de Nova Prata do Iguaçú, no Paraná.

Eu e meus irmãos éramos viciados em gibis. Líamos Tex, Zorro, Marvel, Fantasma e as dezenas de personagens da Disney, dentre outros. Eu, particularmente, gostava mais de Tex.

Airton Correia (foto) era um de meus companheiros de aventuras pelas matas, rios e, também, nos debates quentes sobre as façanhas do Ranger mais famoso de todos os tempos, Tex Willer.   

Em 1980/81, Airton mudou-se de Nova Prata com a família. Dois anos depois eu vim para o Norte. Desde então não tive noticias dele nem de sua família. Há cerca de dois anos, 2014 mais ou menos, graças à internet, restabelecemos contato. Ele mora em Blumenau/SC, cerca de 3.400 km de onde eu moro – Ji-Paraná/RO.

Hoje, dia 1º de fevereiro de 2017, fui surpreendido pelo meu amigo Airton. Ele me mandou uma foto de um gibi que eu teria emprestado a ele em 1980, e ele se esqueceu de devolver. O gibi ainda está em bom estado, quase 37 anos depois. Eu não lembro de tê-lo emprestado, mas, ao ver a foto, me lembrei da capa e do título.

Meu amigo Airton Correia, de Blumenau
Com certeza eu nunca levei em conta os gibis, livros e revistas que emprestei e não recebi de volta. Eu sempre os emprestei depois de ler. A única coisa que senti na ocasião em que o destino nos mandou para caminhos diferentes, foi a falta de meu amigo e companheiro de aventuras, Airton. Das espingardas e arco/flechas que fazíamos para brincar nos “potreiros” e nas “canhadas” e “sangas” que cortavam aquele interior paranaense.


A intenção de devolver o gibi do Tex “Ao Sul de Nogales”, lógico, é apenas simbólica. Não coleciono mais gibi há 30 anos. Porém, a intenção de meu amigo de infância em devolver um gibi que eu nunca me importei em emprestar, me emocionou. Mais gratificante ainda foram as memórias dos melhores tempos de minha infância, trazidas pelas conversas recentes que tive com meu amigo. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Senador Acir Gurgacz se fortalece para 2018

O Senador Acir Gurgacz fecha 2016 com 87% de aprovação e já é favorito na disputa para governo de RO em 2018.

 O senador Acir Gurgacz (PDT), que é considerado no meio político como candidato natural ao governo do Estado em 2018, sai fortalecido das eleições municipais de 2016 e de um ano conturbado na política nacional.
Sob o comando de Gurgacz, o PDT conquistou 8 prefeituras em Rondônia, elegeu 4 vice-prefeitos e deu um salto de 23 para 49 vereadores. Em 2012, os pedetistas tinham conquistado apenas uma prefeitura.
Além disso, Gurgacz realizou alianças estratégicas em diversos municípios e, mesmo onde não obteve êxito com os candidatos do PDT, como em Cacoal, já fechou alianças com os prefeitos eleitos por outros partidos.
A atuação municipalista de Gurgacz é um trunfo importante para seu futuro político e tem agradado prefeitos, vereadores e lideranças empresariais. O mesmo pode-se dizer de sua habilidade para mediar conflitos e negociar com governistas e opositores, tanto no Congresso Nacional como no Palácio do Planalto.
A firmeza nos posicionamentos, a busca de consenso nos projetos de interesse de Rondônia, da Amazônia e do Brasil, e o cumprimento dos acordos fizeram de Gurgacz uma liderança importante no Congresso Nacional, ao ponto de ser apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) com um dos “cabeças” do Congresso Nacional.
LIDERANÇA
Desde que chegou ao Senado, em 2009, Gurgacz tem se destacado nas discussões sobre os rumos da política e da economia do Brasil, com atuação forte na agricultura e infraestrutura. Foi relator de Receitas do Orçamento Geral da União de 2012 e 2016, e fez parte do grupo responsável pela análise do PPA-2012/2015 e do PPA 2016-2019.
O senador rondoniense, Líder do PDT no Senador desde 2010, também foi relator setorial de Infraestrutura do Orçamento da União de 2015, além de relator do parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) que recomendou a rejeição das contas do governo federal em 2014.
A participação na Comissão Mista de Orçamentos e todas essas relatorias deram uma projeção nacional para o senador Acir Gurgacz, que passou a dialogar com o governo, com a oposição, com todos os partidos e setores da economia para elaborar seus projetos e relatórios.
Gurgacz também foi convidado para participar do Conselho Superior de Economia da FIESP, onde apresentou propostas de geração de receitas para a União a partir da regularização fundiária na Amazônia Legal e em todo o país, sem o aumento de impostos ou a criação de novos, como a CPMF.
O senador Acir Gurgacz participou do Fórum de Agronegócio dos BRICS (bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Moscou, na Rússia. Também esteve em diversos países da Comunidade Europeia, onde estabeleceu contatos visando a ampliação das exportações da carne de Rondônia, o que se concretizou em novembro desse ano.
Por enquanto, Gurgacz não dá muitos detalhes de seu futuro político, mas diz que será trabalhando por Rondônia. “Eu me tornei político e vim para o Senado para trabalhar por Rondônia e vou continuar trabalhando por Rondônia”, aponta.




Carta aberta ao pelego Zé “Anônimo”

Foto meramente ilustrativa
Nesta ocasião me dirijo a um sujeito que me ataca constantemente em meu blog, de maneira anônima. Eu sei quem é, mas como não posso citar o nome de um “anônimo”, me limito a dizer que ele mantém, também de forma anônima, um blog intitulado “Jornal guarita da liberdade”, com pagina no fecebook.

Como não sou covarde e tudo o que faço eu assino, anonimato para mim é a pior das covardias. Tanto que, quando usado de maneira torpe, torna-se crime pelas leis brasileiras. Antes de continuar, quero dizer que não sou perfeito. Tenho erros inconfessáveis, assim como qualquer outra pessoa em evolução. Mas isso você já disse anonimamente em meu blog. Mas agora vamos falar de você.

Caro Zé “anônimo”, do “Jornal” Guarita da Liberdade. Admiro pessoas que lutam por causas sociais, principalmente os que fazem pela causa, e não por interesses escusos. Claro que não é o seu caso!

Tenho minhas duvidas sobre a sua nobreza. Desde que te conheço, há 30 anos, não consegui ver, até agora, razões para crer em seus discursos de socialismo e liberdade. Aliás, discursos esses que contradizem suas atitudes fascistas. 

Quero parabenizá-lo pelos 17 votos que obteve nas urnas nessa campanha para vereador em Vilhena. Parece pouco 17 votos, mas é muito mais do que você mereceu. Alguém que ataca pessoas sérias de forma covarde e anônima, não deveria se candidatar a cargos públicos. Deveria ficar entocado em lugar escuro e sem espelho, para não ver seu próprio rosto.

Militei na esquerda durante alguns anos, me afastei quando Lula ganhou por considerar a causa ganha. Volto agora, quando a “causa” precisa de mim novamente. Ao contrário de você, que vivia colado em qualquer FDP antes de 2002, e voltou agora, como lacaio-mor de um clã da cidade. Isso se chama “peleguismo”.

Você pode até perguntar: “Como o Dejanir sabe que sou eu a comentar seu blog, já que faço de forma anônima?”. Pois é... até para ser pilantra tem que ter competência. Quando fez alguns dos comentários, seu blog estava aberto. Foi fácil chegar até você.

Para finalizar, quero dizer que continuo te respeitando como pessoa. Sei que você também tem qualidades e, lá no fundo é uma pessoa boa, com alguns valores que admiro. Sei que seus valores mais nobres vão te ajudar a crescer de forma a torna-lo uma pessoa melhor. Afinal, você ainda é um menino, assim como eu sou.

 Mas, sem mágoas. Quando nos encontrarmos, podemos nos cumprimentar, desde que não esteja com seu facão em punho.  

Na gráfica


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Acre - FPA não cresce, mas oposição não se junta

As eleições de 2018 no Acre dependerão de alguns importantes fatores: a união da oposição, o resultado do governo Temer e uma evolução de pensamento.


Dejanir Haverroth

A Frente Popular do Acre (FPA) composta por partidos de esquerda liderada pelo PT completa 24 anos de existência e 18 de “reinado” no Acre. Apesar da estagnação do grupo no Estado, conseqüência desse momento político nacional, o Acre ainda é o principal reduto do PT no Brasil. Para a oposição conquistar espaço em 2018 terá de contar com muita estratégia e um pouco de sorte.

Além do governo, a FPA já teve 17 das 22 prefeituras. Nesta eleição se manteve com 10. Porém, manteve a capital, Rio Branco, que detém cerca de 45% do eleitorado do Estado. O candidato do PT foi eleito em 1º turno em Rio Branco.

A oposição avançou um pouco, mas dividida. O PMDB, o PSDB e o DEM, o PP e o PSD são os principais partidos de oposição, mas seguem caminhos e estratégias diferentes. Não existe, na oposição, um discurso alinhado a um projeto político único. Cada partido tem a sua estrela e força para que brilhe mais que as outras.

Outro fator importante para 2018, não apenas para o Acre, mas para todos os Estados brasileiros, é o resultado do governo Temer. O fracasso já é enunciado, mas é preciso saber como cada um vai usar isso a favor ou contra.

Será que até 2018 o PT conseguirá provar que é vítima? Quem apoiou Temer no período do impeachment ou de seu governo vai conseguir a simpatia dos eleitores ou serão vistos como cúmplices ou traidores? Qual será o partido com maior prestígio em 2018: O PSDB ou o PMDB?
Um dos principais caminhos para o sucesso de 2018 passa pelo coração da juventude. Poucas vezes na história desse país os jovens estiveram tão envolvidos com a política como estão nos últimos tempos.

As medidas de Temer ameaçam o futuro de milhares de jovens das camadas mais pobres, e isso não afeta apenas o PMDB, mas qualquer partido de oposição ao PT. O partido que não se antecipar em melhorar as ações e o discurso com foco na juventude poderá sofrer rejeição nas próximas eleições.

Outro ponto importante:

O Acre é como “um outro país” dentro do Brasil. Sua geografia, sua economia e suas peculiaridades culturais e étnicas fazem com que seja um estado particularmente especial. Apesar do pequeno território, se torna imenso diante de seus obstáculos naturais e sua diversidade e miscigenação. É comum encontrar, no Acre, bons intelectuais, acima da média nacional.


Portanto, para conquistar terreno nas disputas políticas no Acre não é uma tarefa fácil. Requer muito mais que um simples discurso de promessas vãs. Requer uma evolução de pensamento.

Anatomia Política - Novembro de 2016

Dejanir Haverroth

Configuração para 2018 – as eleições municipais sempre foram um trampolim para as eleições gerais. Todas as articulações dos partidos e dos caciques políticos iniciadas há um ano, visam as eleições de 2018. Quem se saiu melhor em Rondônia nessas eleições e poderá se dar bem em 2018?
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O PMDB é sem dúvida o partido mais forte do Estado. Porém, seu desempenho deste ano nas urnas não foi muito bom, e é apenas o começo. A previsão para 2018 não é das melhores. O “desastre enunciado”, chamado Michel Temer, poderá melar os planos dos PMDBistas em Rondônia.
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O PSDB foi o partido que mais cresceu nesta eleição e já pode sonhar em disputar o Governo ou o Senado, com chances de sucesso. Mas em Rondônia o discurso do partido não deverá ter como base o tripúdio sobre o PT. Será um desgaste desnecessário e desperdício de munição. No seu tabuleiro deverá configurar o PMDB, o PDT, o PSB e o PP.
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Quanto ao PT, adversário nacional do PSDB, aqui em Rondônia já chegou no fundo do poço, por isso a tendência é “não piorar”. Na próxima eleição o PT deve recuperar parte de sua força. Qualquer discurso anti-PT em Rondônia em 2018 servirá de combustível para sua revitalização.
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O PDT segue navegando em águas tranqüilas. Elegeu alguns prefeitos em municípios pequenos, mas teve um crescimento. O Senador Acir Gurgacz goza de um bom prestigio junto aos eleitores e deve ser um forte candidato ao governo em 2018.
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O PP e o Senador Ivo Cassol não estão mortos. Se Ivo Cassol conseguir se livrar dos enlaces jurídicos e vier a se candidatar ao governo, ou ao senado, será um dos mais fortes candidatos.
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Apesar de perder a prefeitura da capital, o PSB continua forte. Além do vice-governo, conta com duas prefeituras importantes – Ji-Paraná e Pimenta Bueno.
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O DEM, que estava praticamente morto no Estado, poderá ajudar a dar as cartas nas próximas eleições, já que conta com um deputado de grande prestígio na mídia nacional - Marcos Rogério.
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Porto Velho – a eleição na capital foi a maior surpresa deste ano em RO. Nem as pesquisas conseguiram prever o resultado do primeiro turno. Era dado como certo Léo Moraes e Mauro Nazif no segundo turno. Todos os institutos erraram. Hildon Chaves surpreendeu e chegou em primeiro lugar. Depois disso, o segundo turno foi fácil.
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Jaru – Foi fácil prever a vitória de João Junior, em Jaru. Há um ano ele já configurava nas pesquisas como o favorito. Com a vitória de João, está decretado o fim do império dos Muletas na região.
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Colorado do Oeste – A candidatura, e vitória, do Professor Ribamar em Colorado modifica a configuração do poder naquele município. Com ele, um novo momento de significância ideológica começa a surgir.
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Cerejeiras – Embora seja um município pequeno, com cerca de 10 mil eleitores, Cerejeiras representou a maior derrota do PMDB em Rondônia. O vencedor, Airton Gomes (PP), sofreu uma dura oposição nos últimos quatro anos, além da dificuldade natural de se conduzir um município pequeno em tempos de vacas magras. Seu adversário, Kleber Calisto (PMDB), era tido como o maior líder político daquele município. Airton venceu com 64% dos votos.
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Laerte Gomes – dentre os deputados estaduais, quem melhor se saiu nessa eleição nem sequer concorreu. Laerte Gomes se mostrou um exímio articulador. Conseguiu estender seus tentáculos para oito municípios, dentre eles, Ji-Paraná, o segundo maior do Estado.
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Rolim de Moura – Quem imaginava que Luizão conseguiria se reeleger? Apenas quem acompanhou de perto o desenrolar da campanha conseguiu prever isso. O favorito era o Zé da Jordan (PSL), mas ele tropeçou na sua própria prepotência.  
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Costa Marques – Quase imprevisível também foi a eleição de Mirandão, em Costa Marques. O IRPE também previu com antecedência, mas a assessoria de Jacqueline não acreditava.
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Ariquemes – A eleição em Ariquemes foi pauleira! Thiago Flores “entrou de cara”, mas não ganhou só com a beleza. Também tinha discurso e muito apoio. Só não tinha dinheiro, ao contrario de seu adversário, que gastou muito. 
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Alto Alegre – a participação de Ton Holanda (PT) nas eleições de Alto Alegre foi fundamental para eleger o candidato Marcão (PMDB). Padre Ton, como é conhecido, concorreu como vice na chapa, apesar de ser apontado como favorito numa disputa como cabeça. A estratégia é ficar livre para desenvolver um trabalho estadual junto ao Partido dos Trabalhadores (PT) com vistas às eleições de 2018.
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Vilhena – Uma coisa rara de se ver na política aconteceu em Vilhena. O produtor de ovos Eduardo Japonês era conhecido por apenas 1,5% da população de Vilhena há menos de meses da eleição. Nesse período conseguiu 42,5% dos votos e quase vence a candidata do clã Donadon. Com essa feita, Eduardo se tornou uma das maiores lideranças políticas do município.

Na gráfica


segunda-feira, 23 de maio de 2016

ATIVISMO AGRARIO: Um Brasil que poucos conhecem, mas todos julgam

ATIVISMO AGRARIO:

Um Brasil que poucos conhecem, mas todos julgam



Marginalizado pelas classes dominantes, o ativismo agrário ainda representa uma alternativa popular pela justiça no campo e nas cidades. O ativista Terrinha falou com exclusividade à Revista Enquete.

Por incrível que pareça, a luta por terra ainda é uma necessidade de milhares de famílias em Rondônia, onde existem milhares de hectares de terras públicas devolutas. Os sem-terra e os sem-teto disputam com grandes empresários e fazendeiros um pedaço de terra para viver.
Nesse contexto surgem líderes altruístas e corajosos que se posicionam a favor dos pequenos. Nesta edição conheceremos um ativista agrário que luta há 22 anos pelo direita à terra para os menos favorecidos. Pelo menos quatro mil famílias já foram beneficiadas graças ao ativismo liderado por Irailton Dáurea Souza, 41 anos, conhecido como Terrinha.
Ele não aceita que sua atividade seja chamada de “Grilo” ou “invasão”. O nome certo, segundo Terrinha, é “ocupação”. “Nosso trabalho é organizado e não tomamos nada de ninguém, por isso é justo o nome ocupação”, diz o ativista. Terrinha não age sozinho. Existe uma associação, fundada em Julho de 2015, onde deu suporte ao trabalho de Terrinha - Associação das Chacareiros e Produtores de Hortifrutigranjeiro Adelino Ramos – ACHAR.
As pessoas que acompanham Irailton não tomam posse de terras particulares, exceto em casos onde há negociação entre o proprietário e as famílias de sem-terra, para que o governo faça a devida desapropriação. Esse trabalho de intermediação é feito pela ACHAR. “Não acho justo tantas casa vazias e tantas pessoas sem terra. O Brasil está longe de ter uma reforma agrária justa.”, defende ele.
Cerca de 4 mil famílias já assentadas ou acampadas graças ao esse trabalho de Terrinha e
Entre assentamentos e acampamentos liderados por Terrinha somam 11 em Porto Velho, e 4 em Humaitá/AM.
Para quem pensa que um líder de movimentos se beneficiam com suas ações, Terrinha mora no bairro Areia Branca, Zona Sul, em um terreno que ganhou de sua mãe. O terreno ainda não está legalizado como tantas outras áreas na cidade de Porto Velho. Ele não tem nenhuma área própria, dentre tantas que ocupou.
Os movimentos agrários acreditam que mais de 80% das terras devolutas do Estado de Rondônia estão não mãos de poucas pessoas ricas, empresários, políticos ou fazendeiros, muitas vezes com documentação em nome de laranjas e a conivência de órgãos que deveriam proteger o patrimônio e fazer justiça. “Ocupamos terras e distribuímos às pessoas, enquanto os poderosos ocupam terras devolutas para tornar-se mais ricos ainda.”, protesta.

A ACHAR tem o apoio de outros movimentos sociais ligados aos Sem Tetos, Sem Terras e outros – que ele prefere não citar. A prefeitura de Porto Velho também tem dado o apoio ao movimento,


Quem é Terrinha?

Irailton Dáurea Souza nasceu em Porto Velho no ano de 1975. É filho de agricultores sem-terra e sem-teto. Desde a infância se deparou com a falta de uma casa para morar. Sua família não tinha casa, mas ele via as pessoas morando bem. Então começou a observar que outras pessoas também viviam na mesma situação de sua família.
Quando tinha 11 anos Irailton conheceu Raquel Candido, que mais tarde foi deputada federal por Rondônia. Raquel ofereceu um terreno para a sua mãe, e falou das injustiças sociais e de tanta terra que o Estado de Rondônia tem e das pessoas que não tem onde morar. Ali nasceu o seu desejo de lutar pelos desabrigados.
Durante a sua adolescência ele acompanhou a luta de algumas pessoas por terra para plantar e terrenos urbanos para moradia. Com 18 anos de idade iniciou sua militância nos movimentos sociais que tratavam de busca de terra. Estava decidido que esta seria a sua missão na vida.


Dona Rosana e André, chácara no Assentamento Adelino Ramos. No final da tarde eles tomam café no meio do mandiocal. Eles ganharam a chácara há cerca de quatro anos.



Anatomia Política - 20 de maio de 2016

Dejanir Haverroth
Os brasileiros assistiram de camarote a maior encenação teatral no Brasil dos últimos tempos – a votação do impeachment no congresso nacional (Câmara e Senado). O pior é que muitos aplaudiram, teleguiados pela mídia de massa. Entre as cenas mais bizarras do episódio macabro da história de nossa democracia, está a figura do deputado de Rondônia Lindomar Garçom. Foi trágico e ao mesmo tempo cômico. Durante todo o tempo da votação na câmara foi possível ver a cara de suricato do Garçom procurando as lentes das câmeras. Foi motivo de chacota no Brasil e no exterior. Um mico em cadeia mundial.
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Os rumos da disputa para a prefeitura de Porto Velho ainda é uma incógnita até para os mais experientes analistas. Quem liderava as pesquisas no final do ano passado era a Mariana Carvalho. Mas ela diz que não será candidata. Segundo ela própria, estaria morando em São Paulo e ocupada com os estudos. Mesmo dizendo que está fora do páreo, a jovem deputada está “apanhando” nas redes sociais. Os prefeitos da região querem saber onde estão as emendas de recursos que ela prometeu.
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Outro “prefeitável” de Porto Velho que está “apanhando” é o deputado Ribamar Araújo. Ele se aproveitou da “janela” e trocou o PT pelo PR. Acontece que sua base eleitoral é (era) o Partido dos Trabalhadores, e a “petezada” não aceita traidores e pelegos. Esses são os adjetivos atribuídos a ele pelos seus ex-companheiros.  Ele terá que formar outra base se quiser permanecer com mandato na política. Os vereadores Wildes e Bengala, que seguiram o deputado, podem não se reeleger.
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Em Ariquemes a disputa maior nesse período de pré-campanha é nos bastidores. No PMDB, com a chegada de Tiziu Jidalias, as cartas foram reembaralhadas. O Delegado Thiago Flores seria o candidato mais forte do partido, mas Tiziu está bem articulado e tem o apoio do Deputado Adelino Follador (DEM). Ainda existe uma corrente do PMDB que defende a união do partido com o atual prefeito, Lourival Amorim. Do outro lado, livre dessa queda de braço, está a ex-prefeita Daniela Amorim como principal adversária de oposição.
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Em Ji-Paraná a disputa ficará entre o PDT, PMDB e PSDB. A julgar pelo grupo, o PDT de Marcito Pinto deve sair mais forte para a disputa. Ele conta com a força dos Gurgacz e do PSB de Jesualdo Pires. A julgar pela popularidade, qualquer um dos candidatos pode ser eleito: Solange Pereira, Alexandre do Hotel, Marcito Pinto ou até mesmo o recém chegado Laerte Gomes, deputado e ex-prefeito de Alvorada.
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Em Vilhena, a chegada do Japonês da Granja como a alternativa que faltava para o grupo que se opões aos Donadon causou alvoroço. O produtor de ovos Eduardo da Granja surpreendeu no momento que colocou seu nome a apreciação popular, no início do mês de maio. Ele é filiado ao PV e tem o apoio do Deputado Luizinho Goebel. Em torno de sua pré-candidatura já existem cerca de 15 partidos aliados.
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O PMDB nacional vai apanhar feito burro de carroça nos próximos meses. Mas em Rondônia a situação é diferente. Com a habilidade política do Senador Valdir Raupp e seus companheiros Dr. Lenzi e Tomaz Correia, o partido aproveitou a “janela partidária” do mês de março e multiplicou forças. Trouxe para o partido várias lideranças políticas de peso no Estado. Entre eles o Presidente da Assembleia legislativa (ALE), Maurão de Carvalho, os deputados Lebrão e Glaucione, os prefeitos Lebrinha e Alex Testone, dentre outros nomes fortes.
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Por que sou contra o impeachment?

Muitos me perguntam o porquê de eu defender o governo Dilma nas redes sociais (eles entendem que, por eu ser um profissional dos bastidores da política, deveria ficar neutro e “puxar o saco” de todos). Eu respondo o seguinte. “Não sou pelego e não serei covarde nesse momento em que a nossa democracia mais precisa. Consigo ver além do que a grande mídia se interessa em mostrar e sei que a história vai me dar razão.

Não quero que, no futuro, quando meus netos lerem esse capítulo negro de nossa história e tomarem conhecimento do grande equívoco cometido por nossa justiça, pelos representantes políticos e pela mídia, me vejam como um traidor da pátria, um pelego. Tenho, como profissional da comunicação e da política, a obrigação de entender o momento e me posicionar com ética e sabedoria. Considero esse impeachment um golpe contra a democracia!


Porém, sou um profissional com ética e compromisso com meus clientes. Consigo separar a minha ideologia política do meu trabalho. Oriento com facilidade e lealdade qualquer político que me contrate, independentemente de partido. Isso eu sempre fiz, inclusive nesse momento turbulento. Não há conflitos de identidade - quando sou profissional lanço mão das técnicas, das ferramentas, da verdade do cliente e da minha ética; enquanto cidadão, não abro mão de minhas verdades, meus valores e minha ideologia.